Créditos foto: pixabay
Ao ouvir essa pergunta, provavelmente, muita gente irá responder que um dos grandes valores da vida é a saúde. Esse é um conceito que não se restringe à ausência de doenças, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Vai além. É o completo estado de bem-estar físico, mental e social.
Para outros, o que importa é ter estabilidade financeira. Sim. Sabemos que o dinheiro é fundamental para trazer conforto e possibilita a realização dos nossos objetivos. E não há nada de mau nisso. Problemas nas finanças e acúmulo de dívidas podem provocar estresse, preocupações constantes e, o que é pior, adoecimento.
A lista dos itens que realmente são importantes, é claro, vai variar de acordo com os valores cultivados por cada pessoa. Mas, dá para arriscar e afirmar que saúde e dinheiro ocupam, sem dúvida, posições privilegiadas no ranking de prioridades.
Saúde e dinheiro: um projeto que começa agora
É interessante notar que esses dois itens - saúde e dinheiro - têm mais coisas em comum do que podemos imaginar. Ambos necessitam de esforço, investimento e planejamento para serem alcançados. Concorda? E quanto antes, melhor.
Bom, vamos analisar melhor essa relação. A prevenção contra doenças crônicas como diabetes e pressão alta, por exemplo, exige cuidados constantes. Eliminar comida com muito sal e cortar a ingestão exagerada de açúcar fazem parte das estratégias para evitar problemas futuros. Tão importante quanto os hábitos alimentares é a prática de atividades físicas.
Outro exemplo. A ciência já comprovou que os processos cognitivos começam a apresentar perdas a partir dos 30 anos. Assim, é preciso estimular memória, linguagem, pensamento e raciocínio, por exemplo, ainda na juventude para chegar à melhor idade com qualidade de vida e autonomia.
A prevenção também é palavra de ordem quando se trata de dinheiro. O gasto exagerado e sem planejamento é um caminho certeiro para o endividamento. E não dá para alimentar a crença de que o patrimônio vai se multiplicar sozinho no futuro sem que haja esforços para isso no presente.
Bom, já deu para notar que tanto a saúde física e mental quanto a financeira andam lado a lado. Ambas devem ser cultivadas o quanto antes para que possam ser conquistadas. Por isso, quem se entrega ao princípio do prazer está cada vez mais distante dessa meta. E isso significa viver uma vida de fantasias, sem controlar os impulsos. Já entregar-se ao princípio da realidade é assumir o controle, é afastar a ilusão. Aqui, estão as escolhas conscientes que te guiam rumo a um caminho de acertos.
A partir do reconhecimento da realidade torna-se possível direcionar esforços para os planos que vão beneficiar você e sua família no futuro. É aí que entra o planejamento financeiro. Ao compreender a sua realidade financeira (receitas e despesas), você consegue dar passos importantes para construir o seu patrimônio. Isso, levando-se em consideração a economia tributária, a perpetuação do patrimônio (sucessão) e o bem-estar na longevidade, ou seja, a aposentadoria. E quanto mais cedo esse projeto se iniciar, menor será o esforço.
Quando se trata de cultivar os valores que realmente importam e fazem sentido, não dá para esperar o amanhã. Esse é um projeto urgente. É preciso reconhecer que viver é um risco e estar preparado para o inesperado nos ajuda a resistir às adversidades. Pensar no futuro é começar a se organizar agora. Afinal, a vida “é a batida de um coração, é uma gota, é um tempo que nem dá um segundo”. E ela pode ser “maravilha ou sofrimento, alegria ou lamento”. A escolha é sua.